Terça-feira, 30 de Março de 2004

REVIEW: ARC: TWILIGHT OF THE SPIRITS

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REVIEW: ARC: TWILIGHT OF THE SPIRITS (PS2)


 


Arc: Twilight of the Spirits


 


Para quem não sabe, este jogo faz parte de uma série de rpgs, Arc the Lad, que conta já com alguns jogos que saíram para a PSOne mas que infelizmente se ficaram pelo Japão e USA.


Felizmente a politica e mentalidade de algumas Software Houses japonesas está a mudar, e prova disso é o número de rpgs com data de lançamento marcada para a Europa. Este jogo, felizmente, não foi excepção, e pela primeira vez um jogo da série Arc the Lad chega à Europa. E em boa hora.


Nunca tinha jogado nenhum dos anteriores, e por isso não tinha qualquer tipo de expectativa em relação ao jogo, embora depois de algumas opiniões de sites, como o GameSpot que o tinha eleito como um dos melhores jogos para a Ps2 no ano passado, esperasse encontrar um bom rpg.


E foi isso mesmo que encontrei. O jogo depressa subiu no meu top, e é, para mim, um dos melhores rpgs para a PS2.


Mas falando do jogo em si, começo por aquilo que para mim é o mais importante num bom rpg: as personagens, história e ambiente. Felizmente estes três aspectos foram muito bem conseguidos; gostei muito de algumas personagens e do modo como estas evoluem ao longo da narrativa, pois há jogos em que as personagens se mantêm exactamente iguais do princípio ao fim, felizmente isto aqui não acontece. Pelas nossas mãos irão passar um número de personagens bastante razoável, que, salvo erro, anda por volta das 12. Quanto a ambiente, podem contar com viagens entre vários mundos, e estes são bastante distintos uns dos outros, quer em termos de ambiente quer em termos de habitantes. Por fim a narrativa, e não querendo entrar no campo dos spoilers, está também ela muito bem conseguida, e é com agrado que vi neste jogo cenas que não é comum ver na maioria dos jogos, em que controlamos sempre a personagem boa que vai salvar o mundo. Felizmente aqui os produtores tentaram fugir um pouco dos clichés habituais deste género, e temos cenas mais dark em que o fim das mesmas nem sempre é previsível. Podem portanto contar com algumas reviravoltas na narrativa, e alguns momentos mais dramáticos menos comuns neste género de jogo.


Um pormenor engraçado é o facto de o jogo ser contado a duas vozes, ou seja, iremos alternar entre duas personagens ao longo da aventura, o que enriquece muito o jogo, acabando com a monotonia que poderia existir, além de que nos dá uma visão completamente oposta dos acontecimentos, visto as duas personagens serem o oposto uma da outra.


Passando aos gráficos, podem não ser dos melhores desta geração, e o facto de já ter sido lançado há algum tempo nos States também não ajuda, mas estão longe de serem maus. As animações das personagens estão bastante bem conseguidas, assim como os cenários, em que alguns são de grande beleza, com quedas de água, florestas, reflexos da paisagem em lagos. Embora estes se tornem um pouco repetitivos em algumas áreas de jogos, principalmente no fim, outras há em que estes são bastante variados, indo das florestas até campos de batalha. O ponto fraco vai para as texturas e os jaggies (efeito em escada nos gráficos), ou seja, os eternos problemas da PS2.


No campo do som, a sonoplastia do jogo é bastante agradável, e tem algumas músicas que a meu ver roçam mesmo a excelência, principalmente alguns dos temas presentes mais para o final do jogo, que conseguem transmitir ainda mais profundidade a momentos já por si intensos. Ou seja, este aspecto também foi muito bem conseguido, e, embora não faça esquecer as bandas sonoras de alguns Final Fantasy, está longe de ser mau, muito pelo contrário.


Podem também contar com um voice-acting muito bem conseguido, portanto esqueçam as vozes irritantes presentes em inúmeros jogos. Infelizmente são raros os momentos em que "ouvimos" as personagens, pois isto só acontece em algumas cut scenes presentes em pequena escala ao longo do jogo, o que é pena.


Passando para a jogabilidade, mais concretamente para o sistema de combate. Os confrontos lembram o sistema de combate por turnos, embora com algumas diferenças. Quando os combates começam as atenções centram-se numa personagem, depois, dependendo da personagem, temos uma certa área onde nos podemos deslocar. A nossa personagem tem também um raio de ataque, e, se ao fim de nos movimentarmos o nosso inimigo estiver nesse raio de ataque atacamos, senão acabamos o nosso turno. Claro que os combates não são tão lineares quanto isto, pois as opções presentes não se ficam pelo ataque. Dependendo da personagem, temos a opção Special Moviments, em que temos uma lista dos movimentos adquiridos ao longo do jogo e que podemos utilizar ao longo dos combates, e temos também as magias características deste género de jogo. Obviamente podemos usar também os habituais Items. Cada movimento/magia/item tem também o seu raio de acção, pelo que se o inimigo não se encontrar nesse raio de acção, é-nos impossível realizar a opção escolhida.


O facto de movimentarmos a personagem em cada turno torna os combates mais lentos que na generalidade dos combates por turnos, por isso alguns combates podem-se tornar um pouco entediantes.


Outra característica presentes nos combates é o facto de podermos atacar a dois, ou seja, quando somos atingidos um determinado número de vezes o nosso personagem ganha um contorno de uma determinada cor, aí basta seleccionar um inimigo, realizar a opção de atacar, e o outro membro da nossa party que esteja mais perto e tenha o inimigo no seu raio de acção faz o ataque em conjunto com o nosso. Esta característica torna-se bastante útil, pois estes ataques conjuntos tiram bastante energia aos adversários.


Para usarmos as opções que disse em cima são necessários Spirit Stones, que de certa forma substituem a barra MP presente na maioria dos RPGs. Estas podem ser compradas ou então ganhas durante os confrontos; cada personagem pode trazer consigo um diferente número de Spirit Stones, que podem ser dadas à personagem no intervalo dos combates.


O sistema de evolução baseia-se nos experience points / special points que ganhamos no fim de cada combate. Os exp. points servem para evoluirmos de nível, ou seja, dependendo do nível em que nos encontramos existem um determinado número de Exp. points que necessitamos para passarmos ao nível seguinte, quando alcançamos esse número passamos ao próximo nível, e assim sucessivamente.


Os Special Points estão ligados aos Special Moviments e às magias. Para adquirirmos novos movimentos ou novas magias precisamos de um certo número de SP; no menu temos uma lista com as magias/SM que podemos adquirir e o número de SP necessários, quando possuirmos esse número de SP basta ir à lista, seleccionar o movimento/magia pretendido e este passa a estar disponível nos combates, ou seja, tudo muito simples. Ao longo do jogo vamos também evoluindo em relação à classe, funciona exactamente da mesma maneira que os Exp. mas aqui usando os SP; consoante evoluímos em relação à classe, maior o número de magias/movimentos disponível para adquirirmos.


Depois podemos também associar à personagem um conjunto de três armas e três acessórios, que irão alterar as características das personagens, por exemplo, determinada arma aumenta o poder de ataque, enquanto determinado acessório aumento o HP da personagem, e por aí fora.


Quanto à longevidade, podem contar com 50 horas de jogo.


Ou seja, no contexto geral o jogo está muito bom. Os aspectos negativos resumem-se à lentidão presentes nos combates e à linearidade geral do jogo, pois pouco mais há para fazer além da aventura principal, pelo que o número de side quests é mesmo bastante reduzido. Além disto, quem não tiver paciência não embarque no jogo, pois este é um rpg tipicamente japonês, pelo que podem contar com uma longa narrativa e com várias conversas com habitantes das diversas localidades.


Review by Fantasy Addicted

publicado por hogwart às 09:45
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De Anónimo a 30 de Março de 2004 às 22:15
E o Xenosaga e o Suikoden, etc, etc... ;)hogwart
(http://gamersparadise.blogs.sapo.pt/)
(mailto:)
De Anónimo a 30 de Março de 2004 às 14:49
akella estranha mania da sony não publicar os rpgs na europa para a psx tem mundando na ps2, talvez tenham reparado que somos o mais mercado a nivel mundial.
em todo caso nada como importar essas perolas da america, como o Chrono trigger.Vitor Matos
</a>
(mailto:vitor_matos@hotmail.com)

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