Sexta-feira, 1 de Outubro de 2004

Especial: Survival Horror

ESPECIAL - Survival Horror


 


 


Quando surgiu o primeiro videojogo, de nome Pong, toda a gente ficou perplexa pela inovação e pelo vício causado por apenas duas barras e uma bola numa simulação de ping-pong. Todavia estava longe de se saber que os jogos de computadores e consolas poderiam mexer com as nossas emoções e particularmente com uma das que mais presentes estão no nosso dia-a-dia: o medo, tal como acontece agora. Neste especial do Gamers Paradise vamos destacar algumas das obras-primas de terror que fizeram história nas plataformas de jogos dos anos 90 até aos dias de hoje.


 


Parte I


 


O medo tornou-se videojogo


 


Alone in The Dark (AiTD) abriu as hostilidades quando em 1993 foi lançado para PC pela Infogrames. Com a possibilidade de jogarmos com 2 personagens: o Detective Edward Carnby e a sua sobrinha Emily Hartwood, percorriamos uma mansão cheia de segredos, transportando desde pistolas a caçadeiras, um vasto armamento, para fazer frente às criaturas que ao longo do tempo nos iam aparecendo. Está claro que cedo se tornou num jogo de culto. 
Pode dizer-se que este é o pai de todos os jogos de terror alguma vez criados, já que muitos dos jogos do género que são lançados agora, partilham das inúmeras características introduzidas pela primeria vez por este título.



 


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Tal foi o sucesso que um ano mais tarde surgia Alone in The Dark 2, com os jogadores expectantes por experimentarem a sequela. Mas as expectativas não foram correspondidas. O título não sofreu nenhuma inovação considerável e para além disso houve uma péssima decisão de mudar o estilo de combate para um género arcade em deterimento de uma mistura de combate e puzzles, elemento fundamental do bem sucedido original. Uma aposta perdida.


 


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"Pela terceira vez somos Edward Carnby, que fica encarregado de investigar o desaparecimento de uma equipa de filmagem em Slaughter Gulch, uma cidade fantasma algures na California” – é este a história de partida que em 1995 nos traz o terceiro título da série – Alone in the Dark 3. A produtora Infogrames como que compensando os jogadores pela falta de qualidade do segundo AitD, apresentou um remodelado motor gráfico acompanhado de mais de 70 horas de jogo mostrando que a série conseguia andar lado a lado com a evolução dos videojogos. Uma obra prima que fez esquecer o desleixo da primeira sequela.


 


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A evolução do Terror


 


Três anos depois do primeiro título AiTD, em 1996, uma empresa japonesa de nome Capcom, decide arriscar-se e tentar seguir os passos da trilogia da Infogrames. Aproveitando algumas ideias desta, apresenta-nos uma grande evolução a nível gráfico, com personagens em 3D bem definidas, cenários pré-renderizados com uma excelente aparência e uma história que só por si criava o clima para uma grande jornada a bordo do jogo: Uma força especial de agentes chamada S.T.A.R.S. é chamada aos arredores de Racoon City para investigar estranhos assassínios e mutilações que têm ocorrido na cidade e nas florestas que a rodeiam. Ao aterrarem são surpreendidos por criaturas nunca antes vistas e obrigados a fugir e a entrar numa estranha mansão existente no meio da vegetação. A partir daqui, e partilhando as influências do passado, é nos dado a escolher entre 2 personagens para avançarmos pela casa, Jill Valentine e Chris RedField, dois agentes da S.T.A.R.S. .Resident Evil ( Biohazard nos EUA e no Japão) foi primeiramente lançado para Sega Saturn e Playstation e mais tarde entrou no PC, mas nas três plataformas deixou marcas pela positiva e criou uma enorme legião de fãs em todo o Mundo. O legado deixado por Alone in The Dark resultara.


  


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Em 1997 aparece Resident Evil: Director’s Cut,  pouco tempo antes de ser lançado o segundo título da série, numa clara estratégia de marketing por parte da Capcom para lembrar os jogadores que RE não se tinha ficado por um só título e prepará-los para uma segunda dose da sua coqueluche.


 


 


Resident Evil 2 surge então um ano depois, em 1998, trazendo novidades em todos os campos: uma jogabilidade bem mais aceitável, diferentes,variados e vastos cenários mudando-se de uma simples mansão de arredores para a esquadra de Racoon City e ruas adjacentes, gráficos melhorados e um ambiente de terror mais envolvente numa história na mesma onda do original. Desta vez podiamos escolher entre um polícia novato – Leon Kennedy e Claire Redfield, irmã de Chris, uma das personagens do primeiro jogo que desaparece neste e à volta da qual se desenvolve a trama. Ao contrário da produtora de AiTD, a Capcom consegue fazer uma sequela superior ao original, mantendo assim todo o fenómeno Resident Evil que se instalara e arrecadando o título de “Empresa de Big-Hits”, para além de todos os evidentes lucros, não esquecendo porém que o jogo foi publicado num maior número de plataformas do que o seu antecessor: Playstation, N64, Dreamcast e PC.


 


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Enquanto a Capcom pensava num terceiro título para continuar a sua série milionária, outras empresas começavam a explorar este género de jogos que parecia ser completamente o contrário da palavra terror no que dizia respeito à entrada de dinheiro nos cofres das empresas. Outra equipa japonesa, a Square responsável por uma das, senão a série de maior sucesso em todo o Mundo: Final Fantasy ( Veja-se a análise a FFVII noutro artigo ), decide remodelar um pouco os Survival Horror e acrescentar-lhe uma pitada de elementos de RPG, apresentando Parasite Eve no mesmo ano. Porém o jogo não foi bem aceite pelos críticos e pela comunidade que se queixavam da sua curta longevidade e do seu estranho e nunca antes visto, sistema de combate. Cedo se percebeu que, na realidade, jogos de aventura como os RPG são os que de melhor se encaixavam no modo de produzir jogos da empresa.


 


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Fim da 1ª parte. Continua na próxima semana..


 


Artigo por: Blinkin

publicado por hogwart às 00:50
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