Terça-feira, 23 de Novembro de 2004

Análise - World of Warcraft

wow_capa.jpg


World of Warcraft


Hoje que é o dia de lançamento americano de World of Warcraft, o GP oferece-vos uma análise daquele que muitos consideram como o senhor MMORPG.


Oi gamers.


O Hogwart pediu-me para fazer uma review do jogo World of Warcraft (WoW para os amigos) para o GP. Pensei logo “tou tramado!”. Como fazer uma review “isenta” de um jogo pelo qual me apaixonei desde o momento que fui convidado por um GM da Blizzard, para a closed beta?! Bem vou tentar...


Como pequena introdução, digo-vos que eu sou muitas vezes convidado para closed betas. Por força da minha paixão pelos mmorpgs (jogo online há já 11 anos), tenho alguns conhecimentos na indústria, e tento manter-me atento a tudo o que de novo aparece. E este jogo da Blizzard realmente prendeu-me desde o primeiro minuto, como desde há muito tempo não me acontecia. Testei alguns jogos 3D em “closed beta”, joguei outros tantos, mas nenhum como este WoW.  Vamos a isto..


Após as primeiras horas de jogo uma coisa salta à vista. A Blizzard deu-se ao trabalho de jogar “todos” os mmorpgs de sucesso (e insucesso) que marcam esta geração. WoW tem um pouco de Everquest (EQ), um pouco de Lineage2 (L2), um pouco de UltimaOnline (UO), muito pouco de AnarchyOnline (AO) e finalmente MUITO de Dark Ages of Camelot (DAOC). Pegou no melhor, evitou o pior. O resultado é um belo jogo, divertido, complicado, interessante, profundo, longo, carismático, etc.  Comecemos então.


O grafismo do jogo é tipicamente cartoon. As personagens são bonecos. Bonecos 3D é certo, mas são bonecos. Todo o ambiente é cartoon. Os NPCs, os monstros, etc. Mas depois deparamo-nos com paisagens verdadeiramente impressionantes (um por do sol como apenas tinha visto em L2). Graficamente o jogo não é exigente, muito pelo contrário. Corre bem em alta definição, mas para PCs menos potentes, o jogo, em média definição, corre igualmente bem.


WoW tem uma característica que rareia nos mmorpgs de hoje. É, marcadamente, um mmorpg “arcade”. Significa isto que a Blizzard teve o cuidado de fazer um jogo, que agrada tanto a “hardcore” como a “softcore players”. Para jogadores de ocasião, que jogam pouco tempo, o jogo dá muito divertimento imediato. Podemos ligar o jogo, pegar no bonequinho e ir matar uns monstros no espaço de 5 minutos. O sistema de transporte do jogo permite-nos ir de um sítio para o outro, com rapidez, sem que tenhamos de gastar todo o “gold” que ganhamos nas últimas horas de jogo. Para hardcore players, o jogo dá ainda mais. Chegados a nível 60 (nível máximo), começa um jogo diferente. As guerras entre as duas facções do jogo (Alliance e Horde), os “Raids” de grupos de 40+ jogadores a uma determinada “dungeon” (características de AO), etc. Isto torna o jogo longo e, aproveitando o carisma da série Warcraft, interessante e profundo.


Inicialmente podemos escolher entre 8 tipos de raças diferentes, 4 em Alliance (Human, Gnome, Night Elf e Dwarf) e 4 Horde (Orc, Undead, Tauren e Troll). Cada qual com as suas características, aspectos positivos e negativos. Depois escolhemos a nossa classe. Existem 9 classes diferentes (Mage, Warlock, Priest, Druid, Warrior, Rogue, Hunter, Shaman e Paladin), sendo que esta selecção está condicionada à raça e à facção que escolhemos. As diferenças entre personagens começam aqui. Se escolhermos um Gnome Warlock sabemos que ele terá mais MP (mana points) e menos HP (health points) que um Human Warlock, por exemplo. Escolhemos a cor/tipo de cabelo/bigode/barba/face, e pronto! Aí vamos nós. A comunidade é magnífica (apaixonada pela série de jogos Blizzard) e ajuda não falta.


Umas horas passadas no jogo e a curva de aprendizagem cresce naturalmente. Quests que nos ajudam a conhecer o mundo que nos rodeia e as nossas possibilidades, abundam nas aldeias em que cada raça começa. Mais tarde no jogo, temos que tomar novas decisões em relação ao nosso querido bonequinho. Que profissão irá ele ter?! (DAOC anyone?). Posso ser um mineiro e fazer as minhas próprias armas.. ou posso ser um especialista em ervas e fazer as minhas próprias poções!


Posso ainda escolher como profissão secundária, ser um pescador, um cozinheiro, etc. Tudo isto aumenta a diferenciação (e a interactividade) entre personagens. Como se não fosse suficiente, ainda podemos escolher (a partir do nível 10) atribuir 1 ponto, que ganhamos com cada “lvl up” a uma determinada doutrina. Cada classe tem 3 tipos de doutrinas. Ou podemos fazer uma mistura de doutrinas e criar um híbrido!


Resumindo, 8 raças, 9 classes, 13 profissões, 3 doutrinas, resulta em mais de 3000 tipos de personagens diferentes!!!! E o nosso jogo é completamente configurável (“windowed”, “click to walk”, etc). Contado assim parece complicado... mas na verdade um novato que explore o jogo durante umas duas horas, compreenderá facilmente os princípios básicos do jogo.


Tudo isto, somado aos milhares de armas/armaduras diferentes (algumas únicas, criadas por jogadores), às quests, ao ambiente Warcraft, ao humor típico da Blizzard (ver um orc dançar estilo MC Hammer é hilariante) resulta num jogo complexo mas ao mesmo tempo interessante, difícil mas compensador, estranhamente belo e muito profundo. Mais tarde as guerras entre Alliance e Horde irão dar uma vida nova ao jogo. Um jogador é recompensado ao atacar uma aldeia da facção inimiga. Com experiência PvP, o jogador ganha um título, ganha respeito pelos NPCs da sua facção e com isso, descontos nas lojas, acesso a itens raros, etc.


Uma situação que eu gostava de salientar, visto ser neste momento, na minha opinião, o grande problema dos jogos online, é o facto da Blizzard ter incluído nas armas/armaduras um limite de nível. Uma personagem nível 12 só pode usar armas até nível 12. Isto provoca uma procura constante de armas/armaduras melhores, adequadas ao nosso nível, mas evita também o grande problema (e repito, na minha opinião) que é o negócio online de itens de jogo. Empresas de jogadores que vendem por dinheiro “real”, dinheiro “virtual” e itens do jogo. Acabam as personagens de nível baixo com super itens. Acabaram os jogadores profissionais que estragam jogos com a sua ganância. De salientar, também, o facto das armas/armaduras se “unirem” (soulbound) com o jogador, impossibilitando a sua venda a outros jogadores (mais uma características para evitar este tipo de negócios.


WoW possui todas as características essenciais para se tornar num jogo de sucesso: uma grande empresa que aposte nele, jogadores aficionados, carisma, jogabilidade e profundidade. Mas ainda falta muito. Falta ver a capacidade dos servidores, o bicho-mau também denominado de “Lag” (ShadowBane morreu devido a lag), a capacidade da Blizzard em responder às necessidades dos jogadores, etc. Mas para começo não está nada mal.. nada mal mesmo.


Para terminar, alguns números, que muito embora não passem disso mesmo, serão indicadores do potencial deste jogo. O jogo irá ter mais de 50 servidores iniciais. 500.000 jogadores participaram na fase de “open beta”.


O jogo é lançado nos Estados Unidos no próximo dia 23 de Novembro e na Europa em 25 de Fevereiro (as lojas europeias só vendem uma pré-reserva do jogo europeu. Para jogar este mês, terão de arranjar quem vos compre o jogo nos USA e uma morada de lá para o registro).


Outra característica importante é o facto de ser lançado para Macintosh. Será o único jogo, com estas características, para essa plataforma.


Resta dizer que o jogo custará cerca de 50 euros e tem uma mensalidade de 12 euros.


Mal posso esperar pelo dia 23 para poder voltar a jogar o meu Warlock!


Long Live The Alliance!! J


Até mais ver.


Analisado por: Malboro

publicado por hogwart às 21:28
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