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GAMERS PARADISE

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Análise - Prince of Persia: Warrior Within

hogwart, 28.11.04

pop2_capa.jpgPrince of Persia: Warrior Within

No final do ano transacto (2003) chegava á Playstation 2, o remake de um jogo que tinha feito um enorme sucesso noutras gerações...Prince of Persia.

Em 2D era um jogo brilhante, que nos ocupava horas a tentarmos descobrir como passar aquele certo puzzle ou a destruir aquele boss, no entanto a Red Orb teve a ideia de passar o Príncipe para 3D, experiência que não correu nada bem, antes pelo contrário.

E graças a isso, o príncipe teve uma grande ausência dos nossos pc´s e consolas, no entanto e como já referi em 2003, o jogo reapareceu por parte de Ubisoft com o subtítulo de “The Sands of Time”,e que jogo!

Era o renascimento de uma das maiores sagas da história dos videojogos, puzzles dificílimos fizeram-nos usar a nossa massa cinzenta, talvez como nunca tínhamos usado num jogo, jogo esse que ainda contava com uma característica pouco usual hoje em dia...a originalidade.

O jogo detinha um sistema de rewind em que carregando numa simples tecla (L1), podíamos retroceder no tempo para não voltar a cometer o mesmo erro.
Mas nós estamos aqui para avaliar a nova obra da Ubisoft, a continuação de “The Sands of Time”, denominada de “Prince of Persia 2: Warrior Within”.

Esta sequela tal como o nome indica, é bem mais sangrenta e violenta que o jogo anterior, a diferença é tanta que o jogo vai contar com o selo para maiores de 18 anos.
Esta mudança da Ubisoft em apostar na coisa que o primeiro jogo pior fazia (combates), é simples e só tem um motivo...vendas.

Se as criticas, por parte da imprensa especializada a PoP foram bastante boas, o mesmo não aconteceu na recepção dos gamers, que muitas vezes se esquecem de obras maiores, para depois adquirirem jogos apenas “com nome” , mas com pouca qualidade. E aí, a Ubisoft tomou uma posição drástica e decidiu que a sequela para agradar a mais gamers teria que ter um aspecto mais sombrio e adulto, e tenho que dizer que fiquei preocupado com esta mudança de atitude em relação ao jogo.
No entanto, a Ubisoft não desiludiu e trouxe-nos uma obra com uma qualidade impressionante, ao nível da 1ª.

A história conta-nos que afinal a alma do príncipe não foi entregue ao criador, e que este escapou á morte anunciada, graças a isso o príncipe anda sem grande prazer nos mundos dos vivos. E assim ele vai parar a uma ilha, que é mais uma fortaleza assombrada por Dahaka um força demoníaca enviada para matar o príncipe.
Para não variar, a história conta com algumas reviravoltas tal como o anterior, mas no entanto esta história consegue criar um outro ambiente, que tal como a empresa criadora desejava, é bem mais sombrio.

Vamos para a característica, que para muitos, é a mais importante de um jogo... a jogabilidade. Esta está bem superior à do anterior sendo que agora há um maior ênfase nos combates, o que não que dizer k haja menos puzzles, simplesmente os níveis parecem estar mais equilibrados entre os combates e os momentos que nos fazem pensar como ir do ponto A ao B.

Na acção do jogo foram implementados novos golpes, para acabarmos com os nossos inimigos, só para terem uma ideia, temos mais de 60 armas distribuídas por cinco classes. Agora também já podemos andar armados com duas armas, uma em cada mão. O jogo também dispõe de um tutorial que nos pemite verificar como fazer um determinado golpe. Também quanto aos saves, o jogo está melhor organizado, sendo que agora usando uma fonte para restabelecer energia, também podemos aí gravar o jogo, por isso agora sempre que começamos um novo nível, temos a nossa energia no máximo.

Passando para a parte sonora, esta pouco tem a haver com a do 1º jogo, sendo que agora a música é mais parecida com a de um filme de suspense ou mesmo de acção, em vez de aventura como o anterior. Portanto, a música está melhor ou pior dependendo dos gostos de cada um, no entanto continua ser uma banda sonora bastante poderosa, quanto aos efeitos sonoros, estes estão bastante parecidos com os do anterior, por isso podem contar com alguns pormenores deliciosos como a água a bater no chão, entre outras coisas.

Os gráficos continuam a ser um dos pontos fortes desta saga, conseguindo ultrapassar a qualidade gráfica do antecessor, mas como todos os bons jogos têm defeitos, este não foge á regra, e os defeitos encontram-se não propriamente no jogo, mas na consola, que já se vai notando a idade, e por isso, por vezes, as texturas não são tão nítidas.
No entanto, os gráficos deste jogo estão espantosos, e reparem só nos olhos do príncipe logo no início do jogo (lindo!).

Comentário Final

Prince of Persia 2: Warrior Within é um jogo obrigatório para todos os amantes de aventura e acção, dependendo dos gostos de cada um (se gosta mais de acção ou de aventura) se este é melhor ou pior que o primeiro, por isso a nota será a mesma que eu daria ao 1º jogo. Quem jogou o 1º jogo tem que jogar este, pois é um excelente complemento a “The Sands of Time”.

Esperemos que agora as vendas recompensem a Ubisoft, porque o trabalho realizado nestes dois jogos é espantoso e merecem todo o sucesso do mundo.
Se não sabem o que pedir no Natal, Prince of Persia: Warrior Within é uma excelente opção!

Nota Final: 9.5/10

Analisado por: Kamaboim

Desde já o agradecimento de todo o staff do GP ao autor da crítica.









































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