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GAMERS PARADISE

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Análise - Call of Duty: Finest Hour

hogwart, 13.12.04

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CALL OF DUTY: FINEST HOUR 


Agora que chegamos a uma época natalícia, há muitos meninos e meninas que não sabem o que pedir no Natal. Pois bem, se já têm PS2 apresento-vos Call of Duty. Finest Hour.

Para quem não sabe Call of Duty é um jogo de guerra jogado na 1ª pessoa e que teve uma passagem bastante feliz pelos pc´s. Agora é hora de chegar à ps2, e este Call of Duty agradará a muito boa gente.

Para começar, tenho que dizer que este é um jogo inteiramente novo, por isso quem tenha jogado este jogo no pc e tenha adorado, tem – caso tenha ps2 – obrigatoriamente que jogar esta versão sobre o jogo mais realista da 2ª Guerra Mundial. Encontra-se dividido em três grandes secções: a Frente Leste, a Frente Ocidental e a do Norte de África.

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A 1ª é quanto a mim a que mais agradará aos jogadores em termos de entretenimento, já que é onde se nota melhor a envolvência que os produtores criaram em redor do jogo, parecendo mesmo que estamos num campo de batalha, com explosões a ocorrerem a qualquer altura e a escassos metros de nós e se não formos rápidos, essas explosões não aconteceram a poucos metros de nós, mas atingiram-nos o que resultará certamente na nossa morte. Aqui, nós faremos parte do exército soviético e a nossa missão principal será combatermos no cerco de Estalinegrado, aqui, tal como na grande maioria de tempo do jogo, as missões são bastantes variadas e teremos direito á jogabilidade normal de um jogo de guerra, de esconder e disparar ou missões furtivas, que chegam a ser bastante cansativas, uma vez que tanto nós podemos dar um tiro certeiro no nosso adversário, como se não nos despacharmos e tivermos com bastante atenção, podemos ser atacados pelas costas por um inimigo mais atento.

Depois da campanha soviética, podemos comandar o exército inglês no Norte de África, em cenários incrivelmente distintos dos anteriores, que tal como já devem ter deduzido agora as casas e prédios destruídos dão lugar a um infindável e algo monótono deserto.

Por fim, falta-nos falar da Frente Ocidental, onde controlamos os americanos, num cenário já mais parecido com o 1º, se bem que algo diferente. É nesta fase que temos a grande parte das missões com veículos de CoD e algumas são ainda um patamar acima de desesperantes, por isso fica já um aviso: o jogo é muito difícil, principalmente nas últimas missões.

Em termos de jogabilidade, falta ainda referir, que este jogo apresenta missões curtas, apesar de bastante difíceis.

Em relação às armas, chega a ser desesperante perdermos as nossas munições e só repararmos nisso quando já estamos perante o nosso inimigo, por isso não se esqueçam, sempre que matem um inimigo, fiquem com a sua arma. Haverá coisas que não agradarão aos fanáticos pela versão para PC, como o facto de agora a nossa personagem ser substituída com uma grande regularidade, por uma com mais força, ou com mais jeito e acessórios para a acção furtiva. 

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No entanto, falta ainda aprofundar a maior qualidade deste jogo, a sua atmosfera cinematográfica é fantástica, e tal como já referi, chega a ser assustador ver as granadas a caírem á nossa frente, ou os gritos dos nossos próprios companheiros quando são abatidos e nós vemos o sangue a jorrar deles com uma exactidão impressionante. Para quem ainda tem dúvidas de como é a jogabilidade é mais simples de explicar da seguinte forma: Estão a ver Medal of Honor? Se sim, é simples, já que a jogabilidade é bastante parecida com a de MoH, mas só que bem melhor na grande maioria dos casos.


Os gráficos são bastante bons na maior parte dos cenários e personagens, no entanto acabam por pecar em ambientes mais escuros, como nos esgotos de Estalinegrado, num nível que me parece ser o pior conseguido, uma vez que não há nada que se destaque, incluindo a jogabilidade e esperem passar aqui um mau bocado, pois é uma missão extremamente exigente. No geral, e apesar de poderem estar melhores (obviamente que não são da qualidade de Killzone…) os gráficos estão bem conseguidos, sendo que há cenas, principalmente no Norte de África, que nos deixam simplesmente de boca aberta.


Passando á parte sonora, este jogo conta com uma banda sonora de luxo, digna dos melhor filmes de guerra de Hollywood, fazendo lembrar os temas do filme de Steven Spielberg “O Resgate do Soldado Ryan”, com Tom Hanks. Os efeitos sonoros também estão bastante bem conseguidos, e o som dos tiros é incrivelmente real, o que demonstra um excelente trabalho, por parte da produtora Spark Unlimited.

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Na longevidade posso dizer que esta podia ser bem maior, e que um jogador ocasional e não habituado a jogos de guerra consegue acabá-lo em cerca de 14 horas, enquanto que para os mais experientes cerca de 10 horas deve chegar. No entanto, sei da existência de um modo multiplayer online que não cheguei a testar, mas que ouvi dizer, dá para até 16 jogadores.


Depois de ler algumas criticas negativas a este jogo, este torna-se para mim na grande surpresa deste final do ano, e apesar de bastante diferente de Killzone, se me dessem a escolher entre estes dois jogos, eu escolheria Call of Duty: Finest Hour.
Apesar de ter defeitos (todos os jogos os têm) este jogo é quanto a mim, o melhor do género para a 128 bits da Sony, e uma opção a considerar para todos os amantes da 2ª Grande Guerra Mundial.

NOTA FINAL: 9 / 10

Analisado por: Kamaboim




























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