Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

GAMERS PARADISE

GAMERS PARADISE

Análise - WWE Day of Reckoning

hogwart, 13.02.05

WWEDayofReckoning_capa.jpg

WWE Day of Reckoning


Plataforma: GC prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />


Género: Acção/Luta/Wrestling


Produtora: THQ


Editora: THQ


Site Oficial: http://www.dayofreckoninggame.com/


Durante os anos 90, as máquinas da Nintendo sempre foram um palco privilegiado para jogos de pro-wrestling. Por elas passaram alguns dos mais memoráveis títulos licenciados pela então WWF, fazendo as delícias dos fãs que pretendiam encarnar as suas estrelas favoritas dos ringues. Porém, a preferência pela Nintendo desvaneceu-se com o perceptível desaire da Nintendo 64 face à Sony Playstation, e desapareceu quase totalmente com o aparecer da nova geração de consolas de videojogos. A oferta de jogos de wrestling para a GameCube tem sido pálida, em comparação com a das suas predecessoras, mas ainda assim muitos fãs da modalidade continuam a depositar a preferência na "Big N". Depois de 2 títulos relativamente discretos para a GameCube (Wrestlemania 18 e Wrestlemania 19), a THQ recompensa agora os resistentes da Nintendo com um jogo que deixa os anteriores a um canto: trata-se de WWE Day of Reckoning.


Este jogo, além de ter uma grande variedade de modos de exibição (combates de singulares ou "tag teams", "triple threat", "fatal four-way", "handicap", "Royal Rumble", "ladder match", "TLC", "hardcore", "steel cage match", "hell in a cell", etc.), oferece a possibilidade de controlar a maior parte das estrelas actuais da WWE (embora com algumas ausências notáveis (como John Bradshaw Layfield ou os Dudley Boyz), e ainda algumas lendas da história da promoção, como "Rowdy" Roddy Piper, Bret "The Hitman" Hart, Brutus "The Barber" Beefcake ou Andre the Giant.


wwedayofreconning_1.JPG

Além do modo de exibição, o jogo oferece um "Story Mode" em que o jogador, pegando num lutador criado por si no detalhadíssimo utilitário "Create a Wrestler", deve subir os degraus da WWE, começando em "house shows", progredindo para o "Sunday Night Heat", e depois escolhendo uma das marcas "Smackdown" ou "Raw", e participando nas principais "storylines" da marca escolhida até se tornar o seu campeão absoluto. Pelo caminho, teremos que participar em combates que podem ter condições variáveis (como ganhar em menos de 2 minutos, usar o "finisher" 2 vezes no oponente, ou deixar o nosso companheiro de "tag team" fazer o "pinfall". Infelizmente, os lutadores pré-existentes não podem ser utilizados no "Story Mode", mas dada a versatilidade do utilitário de criação de lutadores, não é difícil gerar o lutador da nossa preferência até ao último detalhe. Devo dizer que me deu um gozo especial levar o falecido "Mr. Perfect" Curt Hennig até ao título da Raw, passando pelos Evolution e derrotando o Triple H!


A nível gráfico, este jogo está milhas à frente dos seus antecessores, apresentando modelos fiéis à realidade e que, em certas circunstâncias e para observadores desatentos, poderiam ser confundidos com os verdadeiros lutadores (embora alguns mais bem conseguidos do que outros). As entradas são reproduzidas ao ínfimo pormenor, contendo o jogo todas as músicas dos lutadores representados (excepto Ric Flair, que tem uma imitação barata do "Assim Falou Zaratustra"), mais um punhado de músicas licenciadas de boa qualidade que podem ser utilizadas para as entradas dos lutadores criados, e que servem de música de fundo para os combates. O público, apesar de permanecer muito "bidimensional", é mais bem representado do que nos jogos anteriores para a GameCube, e a pirotecnia é verdadeiramente impressionante. Apesar de todos estes pontos positivos, os movimentos dos personagens permanecem um pouco "mecânicos", embora este seja um fenómeno que registou uma melhoria muito grande desde os títulos anteriores.


wwedayofreconning_2.JPG

No que diz respeito à jogabilidade, aparece uma evolução do sistema actualmente mais em voga nos jogos de "pro-wrestling", servindo o botão A para realizar um "grapple" (que pode ser fraco ou forte, dependendo da duração da pressão), o botão B para dar um golpe seco (que pode ser também fraco ou forte), e o botão Y para correr e dar acesso ao exterior e aos cantos do ringue. À medida que vamos aplicando golpes, uma barra vai-se enchendo, e quando esta estiver cheia, podemos carregar em A+B para entrar no "finisher mode", que nos possibilita, durante um período limitado de tempo, aplicar o nosso "finisher move" golpeando o nosso adversário com A+B. Cada lutador pode usar mais que um "finisher", variando a sua utilização conforme as posições relativas dos lutadores.


O jogo assenta fortemente numa lógica de "counters", que são realizados com os botões L ou R, conforme se queira fazer "counter" a um "grapple" ou a um golpe. Muito de cada combate torna-se assim num jogo de adivinhar se o próximo movimento do nosso oponente vai ser um "grapple" ou um golpe seco, de forma a realizar o "counter" correcto. Também se pode fazer "counter" aos "finishers" com L+R, embora seja extremamente difícil. Este estilo é reforçado pelo facto de que em Day of Reckoning, ao contrário dos títulos anteriores, os lutadores controlados pela consola são extremamente proficientes na realização dos seus "counters", o que por vezes torna os combates um pouco frustrantes.


Além dos "counters", a inteligência artificial dos lutadores foi muito melhorada desde os jogos anteriores, sendo este Day of Reckoning um desafio maior do que qualquer um daqueles. Porém, vale a pena notar que existem golpes cujos "counters" são mais fáceis do que outros. O jogo torna-se bastante facilitado assim que descobrimos quais os golpes com "counters" mais difíceis, e passamos a utilizar sobretudo esses.


Um mostrador mostra-nos o "momentum" de cada lutador com um código de cores, ficando vermelho se um lutador está "em brasa", ou azul se está "nas lonas". O segredo para vencer um combate é, claro, fazer o mostrador do adversário ficar azul através da aplicação intensiva de golpes, para depois fazer o "pin" ou submissão.


wwedayofreconning_3.JPG

Mas mesmo que o nosso mostrador fique azul, nem tudo está perdido: uma adição interessante ao sistema de controlo é o "Momentum Shift", golpes especiais que podem inverter a tendência do combate instantaneamente, e que consistem em golpes baixos, dedos nos olhos e afins. Estes golpes só ficam disponíveis quando o "momentum" do nosso lutador está no mínimo (um indicador debaixo do nosso mostrador mostra quando se podem realizar), e apenas podem ser realizados uma vez em cada combate. Quando os realizamos, o nosso "momentum" é trocado com o do adversário, ficando nós com a vantagem do combate. Porém, é necessário não adquirir confiança a mais: mesmo com a vantagem do "momentum", a vitória não é garantida, e se o lutador adversário conseguir recuperar, ser-lhe-á mais fácil vencer.


O jogo é extremamente viciante enquanto dura o "story mode", mas mesmo depois de o terminar, continuam a haver coisas para fazer. As vitórias no modo de exibição concedem créditos que podem ser utilizados para adquirir novos acessórios e golpes que podem ser utilizados no modo "create a wrestler", de forma a diversificar ainda mais a experiência de jogo. O jogo adquire uma nova dimensão com o "multiplayer", que permite jogar a 4 em simultâneo num só ringue, com a possibilidade de formação de "tag teams" ou cada um por si.


Em resumo, este jogo é uma aquisição indispensável para qualquer fã de wrestling possuidor de uma GameCube, e mesmo aqueles que ainda não adquiriram o gosto da luta livre profissional, talvez o façam depois de experimentar um pouco deste jogo. Se têm um dos títulos anteriores da WWE para a consola da Nintendo, despachem-se a livrarem-se dele e a adquirirem esta nova oferta, que vale plenamente a pena.


Jogabilidade: 7


Gráficos: 9


Som: 7


Longevidade: 8


Total (não é uma média): 8,5


Analisado por: Myke Greywolf

3 comentários

Comentar post