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GAMERS PARADISE

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Análise - Tales of Symphonia

hogwart, 21.02.05

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Tales of Symphonia prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />


Plataforma: GameCube


Género: RPG


Lançamento: Já disponível


Produtora: Namco


Editora: Namco


Site oficial: http://tales.namco.com/


Toda a gente sabe que a Game Cube não tem uma grande quantidade de RPGs… É verdade que tem poucos em quantidade, mas eles todos têm uma qualidade fantástica. Como prova disso, Tales of Symphonia existe. É um RPG oriental à moda antiga, com tudo que é habitual de ver num. Mas ao mesmo tempo é tão diferente…


Jogabilidade:


Como já disse, Tales of Symphonia tem todos os aspectos normais dos RPGs orientais. HP, TP, Ataque, Defesa, Agilidade, etc… Mas ao contrário de vários RPGs, tem um sistema de batalha incrivelmente diferente dos outros. Não é por turnos, e aliás, é bastante caótico, frenético, e rápido, e ao bom estilo beat ‘em up. Enquanto outros RPGs resolvem-se ou em turnos lentos, ou em acção em tempo real mal implementada, as batalhas de TOS resultam na perfeição. Em RPGs por turnos, já me aconteceu muitas vezes fartar-me das demoradas batalhas, e começar a fugir de todas. Em TOS, isso não me aconteceu. Primeiro, as batalhas não são random encounters, como é normal em vários jogos, vemos os monstros, e podemos evita-los desviando-nos, ou dando-lhes um ataquezito para os atordoar. Já isso ajuda, mas também, enquanto em certos RPGs as batalhas demoram vários minutos, em TOS, as batalhas resolvem-se em poucos segundos. Uma batalha normal demora no máximo 30 segundos, se for muito difícil. Os bosses que demoram umas horas em certos RPGs, (ainda me lembro demorar para aí uma hora a derrotar certos bosses em FF VIII ou Skies of Arcadia) nunca ultrapassam dos 5 minutos em ToS. E o melhor, é que as batalhas são incrivelmente divertidas, nunca nos fartamos, e não só as nossas personagens evoluem, nós também o fazemos. Eu luto muito melhor agora, do que lutava há uns dias, conseguindo até arranjar formas de derrotar grandes inimigos, usando as suas desvantagens.


Para resumir, o sistema de batalha é quase perfeito, é rápido, fluido, e muito divertido.


É claro que um RPG não é só batalhas, ToS também tem a sua parte nas cidades, no mapa-mundo, e masmorras. Agora estas já não são nada de especial, são secções iguais a tantos outros RPGs orientais. A única coisa mais original, talvez, é o Sorcerer’s Ring. Este pequeno item, quando se carrega em X, lança uma bolita de fogo, que não só atordoa monstros, mas como também muda de poder em cada masmorra, tendo sempre um papel nos divertidos, e complicados (na minha opinião), embora satisfatórios puzzles. Os poderes podem variar desde o poder de nos encolher (o meu favorito), até lançar bolas de gelo, mas embora uns poderes são mais originais que outros funcionam sempre bem, e são sempre bem pensados. Embora tudo fora das batalhas não seja original, é bem feito.


Conclusão: Jogabilidade igual a muitos RPGs orientais, mas com um sistema de batalha muito divertido. (e que compensa!)


Nota: 9-


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Gráficos:


Já devem saber, mas para quem não sabe, ToS tem um estilo anime incrivelmente querido e fixe. É verdade. O design das personagens é soberbo, desenhado por Kosuke Fujishima, que se não me engano, é o mesmo artista de Ah! My Goddess! Nota-se o profissionalismo, ao ver o design estupendo e lindo das personagens, com um estilo anime incrível. Mas agora ao próprio jogo. O cel-shading do jogo funciona bastante bem com o estilo. Todos os cenários (embora nada que ainda não foi visto, ou seja, é normal de ver num RPG oriental) estão cheios de cor, num 3D bastante bom. Os modelos dos cenários são bastante bons, e os das personagens também não são maus. (mas não são impressionantes) Infelizmente, não é tudo bonito. Há grandes falhas no aspecto gráfico. Primeiro, o overworld, ou mapa-mundo, ou seja, todo o terreno fora dos cenários, é bastante repetitivo e igual. É sempre amarelo, verde, um pouco castanho, e azul. Sempre. O pior é que as texturas também não são grande coisa, aliás, no mapa-mundo, são quase lisas. Bah, podiam ter melhorado este aspecto. Segundo, durante o próprio jogo e nas cutscenes, repara-se que a parte inferior do ecrã costuma estar muito desfocada. Umas vezes nota-se mais que as outras, mas é incrivelmente irritante por vezes, numa cutscene Lina de morrer, ver uma personagem muito desfocada. Acontece também em certas partes do jogo, mas não tantas vezes. Eu acho que isto também podia ter sido evitado. E por fim, os campos de batalha não são grande coisa também. Não é um aspecto muito importante, mas podiam variar do habitual quadrado plano, com barreiras invisíveis, e quase sem nada para enfeitar. Podiam meter objectos sólidos, campos com diferentes dimensões e formas, etc.


Conclusão: Design das personagens, embora soberbo, não consegue compensar pelas grandes falhas em outros aspectos. No geral, os gráficos são bons.


Nota: 7+


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Som:


As músicas não são nada de especial, não há muito a dizer, são as canções normais de RPGs, as únicas realmente boas, só se ouvem mais para o final. De resto, as músicas são banais, e passam despercebidas. O outro aspecto a reconhecer, são as vozes inglesas no jogo. No inicio, pensava que eram muuuuito más, e com razão. No início do jogo, os actores parecem não ter emoção, ou tem emoção em momentos errados… Lá para o meio do jogo, isso começa a dissipar, pois começam a haver menos personagens pouco importantes, e acabam por ser vozes mais para o mediano-alto.


Conclusão: Som banal, só que com umas músicas que não se esquecem, vozes más, e boas ao mesmo tempo.


Nota: 7


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História:


Quem já viu o tópico do jogo, sabe o que eu vou dizer. História pouco original, e grande parte das vezes previsível. Mas vai alternando pelos dois, por vezes é mais previsível que pouco original, e vice-versa. Mas a história não é má. Muito pelo contrário, a história é incrivelmente bem contada, bem explicada, conta com FMVs anime bastante bons, e com conversas entre as personagens, que bem lembram as de Baldur’s Gate, mas são muito mais cómicas e divertidas. Não só a história principal, mas como também as sidequests são bem contadas. A história conta com muitas reviravoltas, relacionadas ou não com o objectivo final, como precisarmos de fazer alguma coisa antes de avançarmos para a próxima masmorra. E não são muito fora do contexto também.


Outro dos pontos altos é a história e o carisma das personagens. Não quero aprofundar demasiado, mas posso dizer que o seu background e carisma são fantásticos.


Conclusão: A falta de originalidade e a previsibilidade são praticamente esquecidas, graças ao facto da história ser incrivelmente bem contada, e fluir bastante bem.


Nota: 8+


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Longevidade:


Que há para dizer? O jogo é gigante, (tinha de ser, afinal ocupa 2 discos) demora quase 50 horas a acabar, mas (não é muito, mas…) não só somos convidados a começar de novo, mas como também a quantidade e longevidade das sidequests (são mesmo muitas) podem facilmente multiplicar as 50 horas, para umas 100, ou até mais, para os mais hardcore. Mais o Level-up e coisas do género tornam o jogo simplesmente colossal.


Conclusão: 40 horas para o RPG hater, 80 para quem gostou do jogo, 100 para o RPG lover, e talvez até mais para os fanáticos.


Nota: 10


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Conclusão:


Eu acho que a imprensa tem estado a desvalorizar o jogo bastante. As notas andam por volta dos 85%, eu ainda nem percebo bem a razão, talvez é porque não avaliam as profundezas do título. Na minha opinião, este RPG é a 3ª melhor compra da época natalícia para GC, e acho que é um grande marco para qualquer RPG, e acho que até ultrapassa muitos RPGs da GC. Ultrapassa Skies Of Arcadia Legends, na minha opinião, e até agora, é o melhor RPG da GC que joguei. (mas ainda não joguei nem Baten Kaitos nem Paper Mário…)


Numa palavra, fantástico.


Nota Final: 9- (Não é uma média)


Analisado por: Rookie

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