Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

GAMERS PARADISE

GAMERS PARADISE

Análise - Fight Club

hogwart, 27.02.05

fightclub_capa.jpg

Fight Club    


Plataformas: PS2 / Xbox prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />


Género: Acção / Beat-'Em-Up


Lançamento: Já disponível


Desenvolvimento: Genuine Games


Editora: Sierra / VU Games


Site oficial: http://www.fightclubgame.com/us/main_content.html


Chuck Palahniuk surpreendeu tudo e todos com uma das suas obras-primas. O livro Fight Club valeu e este escritor um lugar de destaque na literatura moderna.


Em 1999, David Fincher pegou nesse livro e criou um dos melhores filmes de sempre, com as fantásticas actuações de Brad Pitt e Edward Norton.


Agora, vemos uma adaptação a videojogo de todo o mundo e personagens dessa fábula doentia que critica a sociedade de forma impiedosa.


fightclub1.jpg</font>

Logo à partida, este jogo faz torcer o nariz a muito boa gente, pois toda a temática do livro e do filme são quase impossíveis de recriar num beat 'em up, mas mesmo assim, este jogo até tem alguma magia, mas já lá chegamos.


Tal como já foi referido, este jogo é então um beat 'em up, que aproveita o mundo Fight Club, não directamente, mas adicionando um personagem novo à equação.


Esse personagem quer a todo o custo encontrar-se com Tyler Durden. Claro que para isso terá que espancar alguns personagens da história original. Até aqui, nada de especial, o problema é quando se começa a jogar.


Excepto o primeiro FMV e o FMV final, as interacções entre os vários personagens são apresentadas ao jogador por imagens, e algumas delas sem grande qualidade. Por vezes parecem sketches que por falta de dinheiro ou de vontade não chegaram a originar um vídeo. Claro que não é isto que põe por terra um jogo, mas ajuda...


fightclub2.jpg</font>

Quando começamos a lutar, reparamos que em termos visuais, o jogo tem um desempenho decente, nada de revolucionário, mas que cumpre a função.


O problema maior começa quando desferimos o 1º murro/pontapé. O jogo é muito lento, sem qualquer agressividade nos golpes que desferimos. Golpes esses que não são providos de muita variedade.


O que ainda "salva" a situação é uma espécie de "fatalities" que se podem executar quando o nosso adversário tem pouca vida. Nesses golpes, vemos braços, pernas e costelas a partir, ao estilo raio-X, tal como acontecia no filme "Romeo Must Die".


Isto apesar de muito bonito, não tem qualquer utilidade, excepto numa missão, em que temos que partir o braço ao adversário. Isto deixa-me intrigado. Porque é que não existem mais missões com objectivos específicos para aumentar a longevidade? Mas adiante.


fightclub3.jpg</font>

Estes factores só por si já enviam um jogo para o fundo da classificação, mas infelizmente ainda há mais.


Ao nível sonoro, também parece que o dinheiro não chegou, e temos músicas de baixa qualidade, algumas delas imitações da banda sonora do filme. Não tive o cuidado de ver quem esteve a cargo da banda sonora, mas certamente que o empenho foi muito reduzido. Para manchar ainda mais a situação, temos bocas que se mexem, na tentativa de emitir sons semelhantes a palavras ou frases, mas não se ouve nada, ou seja, o trabalho vocal, ficou de fora, e a comprovar isso está o facto de terem usado alguns personagens do filme para criar vozes (como o actor que desempenhava o papel de detective Stern), e os 2 actores principais, que deviam ser presenças obrigatórias, ficaram de fora.


Este jogo faz-se acompanhar por um modo Online que infelizmente não pude testar. Tem também uma ferramenta para criarmos o nosso próprio personagem, mas que não oferece opções suficientes para entreter.


Quanto a extras, tem personagens, e alguns deles caricatos, como Fred Durst e Abraham Lincon, mas de resto, nada de especial.


fightclub4.jpg</font>

Mas neste jogo, nem tudo é terrivelmente mau. É sempre bom rever alguns personagens, e esmurrar-lhes a cara. As combos finais estão bastante deliciosas.


Em suma, MAIS UMA licença cinematográfica mal aproveitada, e que nos deixa a duvidar se as distribuidoras sequer testam os jogos antes de os lançar. É que parece mesmo que eles distribuíram a versão beta por engano.


Gráficos - 6/10


Nada de especial, cumprem a sua função.


Jogabilidade - 4/10


Lenta, e sem grande interesse.


Som - 5/10


Mau trabalho vocal e sonoro.


Longevidade - 5/10


Tem extras para desbloquear, mas sem grande interesse.


Nota Final - 5/10


Analisado por: Rariv

1 comentário

Comentar post